sábado, 12 de junho de 2010

O ciume na politica

O teclado do meu notebook nao esta funcionando direito - por isso a falta de acentuacao e cedilha em muitas palavras. Nao sei o que houve. Loucuras dessa tecnologia que, apesar da tentativa, corre sempre mais rapido que meu poder de absorcao. Parece samba do crioulo doido, mas vou improvisar e postar assim mesmo pra manter o blog atualizado.
Na politica, assim como na vida, um dos sentimentos mais fortes com que se tem que lidar eh o ciume. O politico costuma demarcar seu territorio, mas sempre estah de olho num terreno maior. Por isso, da mesma forma que quer ampliar seu patrimonio politico, seus adversarios tambem desejam o mesmo. E estah comprovado: soh existe uma maneira de conseguir tal meta - atrair os eleitores dos concorrentes e manter junto de si seus assessores e apoiadores. E aih eh que aparece o ciume, que na maioria das vezes chega a ser doentio.
Comprovei na pratica que o ciume nao se limita aos inimigos. Ele eh mais forte ainda contra aqueles que participam do mesmo partido ou coligacao que, apesar de hoje estarem juntos, tem sonhos de voar mais alto. Mas isso eh assunto pra outro post. Chega por hoje. Meu teclado deve estar com ciumes porque as primeiras postagens fiz de outro computador...rsrs

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Entre causos e mentiras

O escritor Ariano Suassuna, do Auto da Compadecida, disse que a personagem Chicó - um contador de causos que criava histórias apenas para satisfazer um desejo inventivo - realmente existiu, não foi criado de sua imaginação. Narrou que certa feita, quando o povo estava reunido em volta da única praça da cidade, Chicó começou a contar uma grande mentira, quando foi interrompido por uma pessoa que tinha participado do episódio a que ele estava se referindo.
- Não foi nada disso! - havia retrucado o homem no meio do povo - Ele está mentindo!
Chicó não se intimidou e continuou a falação, até que o homem insistiu que queria contar a história verdadeira.
- Vocês querem ouvir a verdade dele ou a minha mentira? - perguntara Chicó para o povo.
- A sua mentira! - responderam todos ao mesmo tempo, sabendo que as histórias inventadas por Chicó sempre eram mais interessantes que as verdades dos fatos reais.
Pois bem. Esse tipo de atitude também aconteceu na cidade em que moro, na Câmara Municipal de Paranaguá. Os servidores da Prefeitura, preocupados com o minguado reajuste enviado ao Legislativo pelo Prefeito, participaram em massa da sessão para tentar "convencer" os vereadores a  aumentarem o reajuste determinado pelo Prefeito.
Ao ouvirem de um vereador (Ricardo) que a Câmara nada poderia fazer, já que reajustar salários é atribuição do Executivo, chegaram às vaias. O vereador insistiu que eles estavam sendo usados por pessoas má intencionadas, por demagogos que sabem que os vereadores não podem alterar para mais os reajustes enviados pelo Prefeito, não convenceu. Os servidores agiram que nem o povo que escutava as mentiras do Chicó e as preferia ao invés da verdade. E estamos no século 21...
Para quem não sabe: demagogo é a pessoa que fala meias-verdades para outras que considera idiotas...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Lavando as mãos

Perto do Sebastião, o Odorico Paraguaçu seria pós-graduado na língua-mãe. Contudo, o linguajar chulo do vereador escondia a sua inteligência aguçada. De bobo ele só tinha a cara. Não raro era protagonista de tiradas fantásticas, registradas nos anais da Câmara Municipal daquela cidadezinha litorânea.
Contam que certa feita, em meio a um caloroso debate – onde se discutia a possibilidade da Prefeitura ajudar financeiramente a Santa Casa – o Tião teria afirmado:
- Nessa questã eu lavo as mão como Herodes...
O interlocutor não deixou por menos, e aproveitou o plenário lotado para tentar ridicularizar o controvertido vereador:
- Vossa Excelência não quis dizer ‘lavo as mãos como Pilatos’?
- Craro que não. Eu disse Herodes. Por quê? – desafiou o Tião.
- Porque quem lavou as mãos foi Pilatos... – replicou o outro debatedor.
A reprimenda do desafeto arrancou alguns risinhos da assistência, mas não fez o Sebastião perder o rebolado. Mostrando toda sua rapidez de raciocínio, saiu-se com essa:
- E Vossa Excelência, por acauso, tá insinuando que Herodes não lavava as mão?